A Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) é uma das maiores e mais antigas instituições de caridade do Brasil, com uma história marcada por ajuda aos mais necessitados e transformação social. Porém, essa organização, que hoje é inclusiva e diversa, nem sempre foi assim. Durante muitos anos, as mulheres não tinham nenhum papel dentro da SSVP. De fato, eram completamente excluídas das atividades e da gestão da instituição, com a crença de que seu lugar era apenas nos bastidores, em funções auxiliares e sem qualquer poder de decisão.
A luta por igualdade de direitos abriu portas para uma reflexão interna na SSVP, que começou a questionar e modificar a estrutura de poder que impunha restrições às mulheres. Com o tempo, as mulheres vicentinas passaram a se organizar, conquistar visibilidade e assumir um papel cada vez mais essencial na execução dos projetos e na liderança das ações sociais da instituição.
A conquista mais emblemática dessa transformação foi quando, pela primeira vez na história da SSVP no Brasil, duas mulheres ocuparam a presidência do Conselho Nacional do Brasil (CNB): Ada Ferreira e Emília Jerônimo. Essas líderes provaram, com sua competência e dedicação, que as mulheres têm um papel fundamental na gestão e no futuro da SSVP. Suas gestões demonstraram que a inclusão das mulheres na liderança da instituição é não só necessária, mas essencial para a continuidade e o fortalecimento do trabalho vicentino.
Hoje, as mulheres não só participam, mas são protagonistas na SSVP. Elas estão à frente de diversos projetos de acolhimento, educação e assistência social, desempenhando papéis de liderança e decisão. A presença feminina tornou-se indispensável, e as mulheres vicentinas, com sua visão, sensibilidade e empenho, estão moldando um futuro mais igualitário e justo para todos.
A SSVP, que no passado restringia as mulheres a funções secundárias, hoje se orgulha de sua trajetória de inclusão e de seu trabalho conjunto com essas mulheres que transformam vidas. O exemplo de Ada Ferreira, Emília Jerônimo e de tantas outras mulheres vicentinas é um reflexo do poder transformador da igualdade e da importância de dar voz e vez a todas as pessoas, independentemente de seu gênero.