Site do CM Formiga estreia série sobre desafios vicentinos com a pandemia

A partir de hoje (14), toda segunda-feira, os internautas vão poder acompanhar uma nova série de reportagens do site do Conselho Metropolitano de Formiga. A ‘Conselho Central em tempo de Coronavírus’ será uma publicação do Departamento de Comunicação (Decom), com o objetivo de mostrar os desafios das Unidades Vicentinas da área diante da pandemia.

O primeiro entrevistado da série é o confrade André Luiz Alves Ferreira, presidente do Conselho Central de Abaeté. Ele é membro das Conferências São Rafael e Santa Rita de Cássia. Estará presidente até 3 de dezembro de 2020.

 

 

CM FORMIGA – Quais eram os seus planos enquanto presidente de CC que precisaram ser adiados por causa da pandemia?

Confrade André – Um dos meus planos como presidente do CC de Abaeté era estar mais presente nas Obras Unidas e nos Conselho Particulares subordinados a este Conselho.  No entanto, o CC de Abaeté não possuía veículo para os trabalhos vicentinos, mas no ano de 2020, mais precisamente em março de 2020, no início da pandemia, adquirimos um veículo com a ajuda do Conselho Metropolitano de Formiga.  Com o veículo adquirido, a ideia era fazer palestras na área de abrangência do CC de Abaeté, para incentivar/motivar os vicentinos a serem firmes no trabalho árduo e gratificante da SSVP, tentando ainda conseguir novos membros para a SSVP, principalmente jovens.

 

CM FORMIGA – Quais têm sido os desafios impostos pela Covid-19 no campo da atuação vicentina na área do seu Conselho Central?

Confrade André – Como em toda a SSVP no Brasil, o CC de Abaeté não está diferente. Temos poucos membros associados/vicentinos, e sua maioria são pessoas mais idosas que estão no grupo de risco para a Covid-19. Por isso, ficamos com menos vicentinos em atuação juntos aos Pobres, sobrecarregando mais os vicentinos que não estão no grupo de risco, já que, devido à pandemia, o número de assistidos aumentou de forma significativa.

 

CM FORMIGA – Como será o pós-pandemia na sua área?

Confrade André – Imagino que o número de famílias assistidas aumentará consideravelmente, fazendo com que tenhamos que trabalhar bastante para amenizar a crise financeira que afetará o país, principalmente nas famílias pobres. Como podemos já notar, o número de desempregos aumentou muito e, com isso, a fome. Outro ponto muito importante é a inflação que está atingindo o país, com tudo mais caro e as famílias pobres com a renda menor passarão por sérios problemas para sobrevier. Podemos dizer que, talvez, a fome vá matar mais que a Covid-19. Temos que unir os vicentinos para irmos cada vez mais aos Pobres para amenizar todos os sofrimentos que passarão devido às privações básicas que ocorrerão no pós-pandemia.

 

 

CM FORMIGA – Sem dúvidas, 2020 tem sido um ano muito difícil. Dá para se extrair algum aprendizado dele?

Confrade André – Como tudo na vida, sempre aprendemos um pouco. Aprendemos que temos cada vez mais ser humildes em nossa vida, pois não levamos nada dela. E a única certeza que temos é a morte, pois o vírus da Covid-19 não é seletivo, atingiu todas as classes sociais, raças, sexos, profissões etc. Não fazendo distinção alguma, todos somos iguais, não existindo ninguém melhor que ninguém. E o vírus mostrou isso, nem as maiores potências mundiais conseguiram pará-lo. Portanto, aprendemos que temos que tratar e ser tratados de forma igualitária, respeitando o próximo e vivendo um dia de cada vez!

 

CM FORMIGA – Com a recessão imposta pela pandemia, a expectativa é que a pobreza aumente. Qual é o principal desafio dos vicentinos daqui para frente?

Confrade André – O maior desafio dos vicentinos é conseguir ajudar a todos que necessitam, pois com a recessão financeira que atingiu e vai continuar atingindo, a SSVP também perdeu em arrecadações financeiras, com isso, com menos, temos que fazer mais. Mas como? Os vicentinos vão ter que intensificar e cultivar os benfeitores da SSVP para cada vez mais conseguirem angariar alimentos e até dinheiro, pois muitas famílias pobres não têm condições de arcar com as contas de água e energia.

 

Fonte: Redação do CM Formiga